As meninas da Terceira
Nem São Miguel agradou!
Vaidade é má conselheira,
Nenhuma lá namorou!
As meninas da terceira
Vão casar ao Continente,
Vejam lá a brincadeira:
Não temos cara de gente!

As meninas da terceira,
Numa cantiga brejeira,
São laranjas sumarentas!
Quem dera saboreá-las,
Se não fossem de más falas,
Azedas e ciumentas

Nem sequer vê alegria
Nesses pãezinhos sem sal!
Quem foi à Santa Maria,
Esteve já no Faial.
Na Terceira bate a asa,
Quem quiser moça formosa!
É bem melhor fazer casa
Em São Jorge ou Graciosa!

Na Terceira, chamarrita
A ninguém dá namorada!
Meninas, dança bonita,
Não se quer tão deslavada!
À Terceira leva o rico
Noiva rica dos Açores,
O pobre escolhe no Pico
Canção de corvo ou nas flores!

Enquanto monto novo cantinho, aproveito este para anunciar que os brilhantes e bem dispostos Wighnomy Brothers vão estar no festival NEOPOP a realizar entre 13 e 15 de Agosto em Viana do Castelo.


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Groove Armada - At the River (o vídeo é melindroso)



"A man needs a little madness, or else he never dares to cut the rope and be free..."

_______________________________Zorba The Greek



"... a Montanha Russa apavorava-te, e eu, a dar-te a mão na barraca que leiloava tachos e panelas...

- Gostas de estar comigo, Nuno?
- Deus me livre de gostar das pessoas!

(…)

- Não, o Nuno não, o Nuno melhora, eu, dá-me depressa a injecção e deixa-me morrer.”


_________________"A MORTE DE CARLOS GARDEL" – António Lobo Antunes

Uma mistura de facada com choque eléctrico


Hoje constatei que a minha vida cabe dentro de uma mala de viagem, duas caixas dos CTT de 10 Kg, um disco externo de 400 Gb e outro de 320, um iPod e uma Máquina Fotográfica...

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:: A TROCA ::

- Queria trocar estas pantufas.

- Tem o talão?

- Oh! Não. – retorquiu Mário, já nervoso. – Perdi-o!

(O problema crucial na vida do Mário é que perdia quase tudo. Uma vez deitou-se e quando acordou não encontrou a cama. Para além de perder tudo, também possuía poderes paranormais. Só com o poder da mente era capaz de movimentar uma chávena de café directamente da mesa para as suas pernas).

- Calçou-as? – Perguntou o empregado. A ideia de ver o cliente em pantufas era-lhe insuportável.

- Não – disse - Ehhhhh!!!… Quero dizer, sim! Calcei-as, por momentos, durante o banho, mas estavam pequenas.

O empregado da loja estava agora num suplício. Só queria vê-lo dali para fora.

- Porque é que as comprou se lhe estavam pequenas? – Perguntou o empregado, sem saber que dessa forma enunciava um dos principais paradoxos humanos.

A verdade é que Mário nunca se tinha sentido à vontade em pantufas, mas jamais ousara dizer que “não” a um vendedor.

- Quero que me amem! – confessa Mário – Um dia comprei uma anaconda viva porque não fui capaz de a recusar.

(Nota. - Certas tribos africanas não possuem no seu vocabulário a palavra “não”; por isso os indígenas recusam os pedidos sacudindo a cabeça e dizendo: “Hás-de me pagar”, o que confirma a teoria segundo a qual: "a necessidade de ser amado a qualquer preço não é uma aquisição social, mas sim um dado genético adquirido").




No f#### stress!


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Vão estar dia 5 de Julho no Festival Mestiço @ Casa da Música. Infelizmente, não poderei lá estar, mas quem puder que vá.

Foto acidental, mas achei piada ao conjunto :)






Algar do Carvão (11-06-2009)



O mundo em fast forward speed (don´t stay the same)